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Às prestações

 
É a nova forma de ver filmes cá em casa.
Os últimos que vi foram gravados e vistos em 4 ou 5 momentos, repartidos por 2 ou 3 dias, porque tudo de enfiada parece uma tarefa hercúlea e há que intervalar com umas pequenas sestas.
Portanto, estou uma péssima companhia para ir ao cinema! Não vale a pena convidarem, a menos que queiram alguém a dormir ao vosso lado ;)

Sinal dos tempos


Há uns bons anos atrás, por esta altura, tinha os filmes nomeados todos vistos e seguia noite adentro e em directo a cerimónia dos Óscares.
Hoje em dia, não vi um único filme nomeado e vejo, quando puder, a gravação da cerimónia.
Portanto, hoje, todos vocês, já sabem quem são os grandes vencedores e eu a leste!!! 
E não, não é por ter deixado de gostar de cinema...

Podia ter vivido nesta época...


Adoro, adoro, adorooo o cinema norte americano da década de 50!
O glamour e a beleza sóbria das divas Grace Kelly, Audrey Hepburn e Ava Gardner e o romantismo dos galãs Gene Kelly, Frank Sinatra, Humphrey Bogart, entre tantos outros... 
Há alguma coisa melhor do que num domingo chuvoso estar em casa de pijama a ver o Breakfast at Tiffany's?!

Pela estrada fora



Na semana passada, fui ver este filme.
Não tinha a menor expectativa nem fazia a mais pálida ideia do que ia ver, só depois me apercebi que o filme é baseado no livro homónimo e autobiográfico de Jack Kerouac.

Passado no fim dos anos 40, nos Estados Unidos da América, conta-nos a história do protagonista, um jovem aspirante a escritor, que sozinho e/ou com alguns amigos viaja à boleia pelo pais. O filme, tal como o nome indica, é feito pela estrada fora, a fazer caminho, com muitas partidas e chegadas, com muitos locais, pessoas e experiências, numa busca incessante de algum sentido ou rumo.
A somar aos aspectos técnicos, como a realização, a fotografia, a banda sonora, que gostei bastante, o filme marcou-me pelos excessos cometidos, nomeadamente a extrema promiscuidade sexual e o consumo de drogas e álcool, por me fazerem reflectir (e porque isso nem sempre é claro noutras situações) que essas vivências eufóricas e alucinantes tentavam apenas compensar e colmatar uma tristeza profunda comum à maioria dos personagens.
 
O enredo deve naturalmente ser analisado à luz do contexto dos Estados Unidos no pós 2ª Guerra Mundial, em que a sede de liberdade é tanta que todos os excessos são permitidos. De qualquer forma, cada geração procura à sua maneira aquilo que todos procuramos encontrar, a nossa verdadeira essência, e que, por mais que se procure no exterior, nos novos locais, nas novas pessoas, está apenas e tão somente dentro de cada um de nós.

Chamem a parteira

Call the Midwife: Pam Ferris and Jessica Raine star in the BBC drama.

Não, não estou grávida, muito menos em trabalho de parto! ;) É a nova série da BBC que estou a ver no AXN White.
Passada nos anos 50, retrata a vida das enfermeiras parteiras e das famílias que acompanham no East End de Londres, a zona mais pobre da cidade.
A série é baseada nas memórias autobiográficas de Jennifer Worth, enfermeira e autora do livro Call the Midwife.
 
Apesar de não ter sido assim há tanto tempo, a diferença entre o "nascer" nos anos 50 e na actualidade é felizmente abismal com todos os avanços da medicina em termos da neonatologia.
E esta série toca em pontos da minha infância porque sempre tive um fascínio por enfermeiras (tinha a Tucha enfermeira, quem se lembra?!?) e curiosamente porque, segundo a minha mãe, a primeira profissão que eu dizia querer ser era precisamente "enfermeira para ajudar os bebés a nascer"!
 
Vejam e depois digam-me o que acharam!

Extremamente Alto, Incrivelmente Perto




Um menino extrema e incrivelmente especial de 11 anos perde o pai no trágico 11 de Setembro.
O sofrimento atroz face uma perda abrupta.
A incessante busca de sentido para o inexplicável.
O caminho necessário para ultrapassar a dor.
Uma representação brilhante do jovem Thomas Horn.
Uma choradeira monumental por as nossas histórias se tocarem, em alguns momentos e situações...

A Residência Espanhola



Gosto de comédias romântico-dramáticas francesas. 
Pelo ritmo alucinante e intenso. Pelo humor não gratuito.
E A Residência Espanhola não foi excepção.
A acção passa-se maioritariamente em Barcelona (cidade em que adoraria viver!), numa casa alugada por estudantes universitários, das mais diversas nacionalidades, que estão a fazer Erasmus naquela cidade.
Fala dos amores e desamores próprios da fase universitária, longe das asas dos pais. 
Fala da liberdade adquirida quando passamos de cidadãos da nossa cidade natal para cidadãos do mundo. E isso é, indubitavelmente, uma experiência de um enriquecimento pessoal sem preço! 

Um ponto contra - Barcelona surge como uma cidade suja, em que os contentores do lixo estão sempre atulhados
Um ponto a favor - A música No Surprises dos Radiohead que surge várias vezes no decorrer do filme

O que eu não sabia é que A Residência Espanhola tem continuação e que, por sinal, vi há uns anos: As Bonecas Russas.
Bom motivo agora para o rever!

E entranhou-se!


A temporada 1 já marchou.
Apesar de alguns clichés, estou a gostar imenso do enredo, das relações fortes entre personagens (família e criadagem), dos cenários, adereços e banda sonora, tudo com uma pitada de humor à mistura.

Seguem-se a temporada 2 e o episódio especial de Natal. Haja tempo para devorar tudo bem rápido!!!

The Crawleys



A família central da aclamada série Downton Abbey.
Finalmente começei a ver (urra!! iupi!! viva!!), após excelentes recomendações da prima e de amigas que já devoraram as duas temporadas!
Hoje, em dia feriado, há que aproveitar o tempo e ver mais uns episódios!!

Obras


Não sei se se lembram desta comédia, muito em voga (daquelas a passar em modo repeat na tv) nos anos 90.

Em traços muitos gerais, conta-nos a história de um casal que decide comprar uma casa, supostamente a bom preço e supostamente só a precisar de umas pequenas pinturas, para começar a sua vida a dois. O problema é que a casa não está propriamente em bom estado de conservação, ou melhor dizendo, está completamente a cair de podre!! O conteúdo do filme é, sem dúvida, hilariante (pelo menos de acordo com as minhas memórias dessa altura, porque nunca mais o revi), em que vemos todas as peripécias associadas às intermináveis obras, aos intermináveis problemas que continuam a aparecer, sendo que os próprios trolhas passam a fazer parte da rotina diária do casal.

Acontece que, no prédio onde moro também estamos em obras interiores há cerca de 3 semanas. Portanto, 3 semanas de muitooo pó, barulho, entulho e com água cortada pelo meio, inclusive. E, especialmente durante esta semana, acabei por me sentir um pouco como se fosse uma personagem deste filme.

Ora bem, fui a casa na hora de almoço, pensando que iria poder desfrutar de um pequeno momento de relax. Eis senão quando, fui literalmente "caçada" pelo canalizador para que pudesse colocar o contador da água no exterior da nossa casa. Resultado, passei a hora de almoço com a porta de casa encancarada, com o canalizador lá dentro e enquanto eu tentava almoçar e ver uma das séries que tenho gravada, ele tentava a todo o custo reclamar a minha atenção, falando sem parar e esperando sempre a minha resposta. Eu bem tentava escapar-me com um "Sim, sim", um "Ah, pois é", o que era de todo insuficiente para ele

E para rematar ainda me disse "Esteja à vontade, faça a sua vida, que eu faço a minha"!!!

Obrigadinha, Sr. Canalizador, depois de ter engolido o almoço, ter perdido tempo a ver  um episódio que vou ter de rever por ter sido interrompida 500.000 vezes e nem sequer ter 5 minutos de relaxamento tão desejado, quem não põe mais os pés em casa, durante a hora de almoço, enquanto decorrerem as obras, sei eu bem que é!!   

Marie Antoinette






























Bem sei que é um filme com alguns anos, mas ainda não tinha visto.

A realização da Sofia Coppola é irrepreensível, o guarda-roupa é absolutamente estonteante, os cenários idem "" e apreciei bastante a interpretação da Kirsten Dunst e do Jason Schwartzman.

Um filme bucólico e delicioso. Para rever em breve!

A Dangerous Method


Como já tinha referido aqui, a vontade de ver este filme era imensa.
E a expectativa elevadíssima pelo tema, trazia consigo alguma possibilidade de decepção.

Entretanto, o acaso e a sorte fizeram com que ontem fossemos em bando (6) assistir à Antestreia.
E eu, que me tinha deitado às duas da manhã desse dia e ainda tinha um compromisso de formação às 23.30h, pensei que talvez não me fosse aguentar durante a sessão de cinema. Ainda bem que me enganei...

Em traços largos, o filme retrata a relação entre Freud e Jung, os precursores da Psicanálise, a aproximação e afastamento entre mentor e aprendiz. E, ao contrário daquilo que imaginei, os holofotes estão virados para Jung, o que me surpreendeu bastante pela positiva.
  
O filme superou as minhas expectativas em quase todos os aspectos.
O encanto dos filmes de época, as imagens belíssimas da Suiça e da Áustria, uma banda sonora suave e eficaz no acompanhamento da imagem, contrapondo com alguma crueza nos conteúdos associados à teoria psicossexual do desenvolvimento da personalidade, à ética e deontologia, e até à própria condição humana dos psicoterapeutas, suas fragilidades e incongruências.
Fascinou-me ver o consultório de Freud, observar o setting psicoterapêutico, ver os primórdios da "talking cure", da associação livre, da interpretação dos sonhos.

O desempenho dos actores é marcante, o filme é visualmente e auditivamente bonito, o conteúdo extremamente interessante. Adorei!

"Sometimes you have to do something unforgivable just to be able to go on living"