Help pleaseeee


Alguém, por essa blogosfera fora, sabe de alguma mezinha, tisana, produto, whatever, que elimine/retire/atenue a electricidade estática do cabelo?
É que eu já não sei o que hei-de fazer!!!

Obras #2


Depois desta situação, e de ter dito que não ia mais a casa na hora de almoço enquanto durassem as obras, ontem tive de dar o dito por não dito para que pudessem mudar o nosso intercomunicador.
Pois que me deparei com um Jake Electricista Gyllenhaal, limpinho, simpático, educado e silencioso. E que, no final da "operação", ainda me pediu a vassora para limpar a poeirada que fez.

O Deus das Empreitadas não dorme em serviço!

Resultado | Passatempo Governo Sombra, de Casimiro Teixeira

Tchan, tchan, tchan, tchan!
Rufos de tambor, se faz favor, que o momento exige tal pompa e circunstância!
Chegou a hora de anunciar o/a vencedor/a deste passatempo!

Importa primeiro agradecer a imensa simpatia e disponibilidade do autor Casimiro Teixeira, sem o qual era impossível realizar este passatempo e que escreveu uma dedicatória toda catita ao/a sortudo/a que ganhou o livro. 
Obrigada Casimiro e que o futuro lhe traga muita inspiração para continuar a escrever e muitos leitores a comprar os seus livros!



Obrigada também a todos os participantes! Não esquecer que apenas foram consideradas as participações que cumpriram os critérios previamente estipulados.
Deste modo, tivemos 68 participações válidas.

As respostas correctas às perguntas eram:
1. Como se chama a ordem secreta que pretende ter o controlo absoluto do Governo e o domínio total da vontade dos cidadãos? Os Alquimistas
2. Casimiro Teixeira é natural de... ? Vila do Conde

E, a vencedora do passatempo, seleccionada através do Random.org, é:

 
48. Carla ... Neves, de Santo Tirso!

Muitos Parabéns, Carla! Vou enviar-te um email para que nos indiques a morada para envio do livro.

Espero que gostes do livro (a dedicatória é muito simpática!), que  saboreies bem esta leitura e que depois nos envies a tua opinião para publicarmos!


Quem não ganhou, não desanime! Em breve, haverão mais passatempos!

Da amizade


No fim de semana passado, o "melhor amigo" do pimpolho (com 5 anos, relembro...) foi dormir lá a casa.
Uma vez que também foi a primeira ocasião em que o amiguinho dormia fora (de casa dos pais ou outros familiares), fizémos de tudo para tornar inesquecível esta primeira experiência.
Desde comezainas do agrado da miudagem (povoadas por batatas fritas, chocolate  e afins, que, com muita moderação, não fazem mal a ninguém), até um colchão insuflável para dormirem em sacos-cama, passando por jogar à bola no parque (e gastarem as pilhas carregadas ao máximo) e por sessões de desenhos animados, PES e Lego.
Eles adoraram, claro está!

Foi muito bom ver os sorrisos trocados, a cumplicidade partilhada, as conversas sussurradas... as formas de cativar o outro de gente tão pequena!
Foi muito bom assistir à construção dos alicerces de uma amizade!

Teaser Tuesdays #19

O Teaser Tuesdays é uma rubrica semanal organizada pelo blog Should Be Reading.
As regras são:
  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página ao acaso
  • Partilhar duas frases dessa página. Atenção para não incluir Spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro, para que os outros participantes o possam adicionar às suas listas TBR (To Be Read).

E na recta final desta leitura, o teaser tuesdays da semana é:

"A saga repetiu-se tantas vezes que, por fim, achei que não aguentava mais. Parecia conter qualquer significado secreto que eu não compreendia totalmente e aquela repetição ritual parecia acalmá-la."


p. 142, A criança que não queria falar, de Torey Hayden

Hoje...


... farias 67 anos. E nada melhor do que o Dia Mundial do Teatro para te homenagear.

Pai


Era dia 13
Aquele dia em que, há 22 anos atrás, eu tinha vindo ao mundo.
Era um dia feliz, um dia meu.
Estava frio, mas um sol magnífico sobre um céu azul.
Um passeio em Lisboa,
Ver aquelas figurinhas gorduchas.
No regresso, reparei nas pinceladas do céu
E desejei que aquele dia bom não acabasse.
Em casa, o telefone tocou,
Palavras confusas... não era parabéns nem felicidades,
Eram palavras que traziam sombra, tristeza e dor.
Dizem que partiste no dia 9
Mas deram-me a terrível notícia no meu dia especial,
No dia que era só meu e que era um dia feliz.
Esse dia nunca mais foi nem será o mesmo.
Estará para sempre ensombrado pelas perguntas que não fiz e pelas respostas que não deste...
16.10.2008

Opinião | O filho de mil homens, de Valter Hugo Mãe

Sinopse:
Esta é a história de Crisóstomo que, chegando aos quarenta anos, lida com a tristeza de não ter tido um filho. Do sonho de encontrar uma criança que o prolongue e de outros inesperados encontros, nasce uma família inventada, mas tão pura e fundamental como qualquer outra.
As histórias do Crisóstomo e do Camilo, da Isaura do Antonino e da Matilde mostram que para se ser feliz é preciso aceitar ser o que se pode, nunca deixando contudo de acreditar que é possível estar e ser sempre melhor. As suas vidas ilustram igualmente que o amor, sendo uma pacificação com a nossa natureza, tem o poder de a transformar.
Tocando em temas tão basilares à vida humana como o amor, a paternidade e a família, O filho de mil homens exibe, como sempre, a apurada sensibilidade e o esplendor criativo de Valter Hugo Mãe.

Opinião:
Este livro foi a primeira leitura que fiz do escritor Valter Hugo Mãe. E a expectativa era grande, confesso, nomeadamente pela visibilidade que passou a ter desde a atribuição do prémio José Saramago em 2007.

Antes de mais a capa é surpreendente. É enigmática e consegue deixar-nos a pensar, dividos entre extremos, entre algo etéreo e algo terreno, entre água e fogo, entre formal e informal.

A entrada na leitura foi agradável. Uma escrita colorida, divertida, que me arrancou até algumas gargalhadas interiores. Fez-me, em alguns momentos, relembrar o surreelismo dos escritores sul-americanos, mas com uma boa pitada de Saramago.

A história é bonita e fala-nos essencialmente de afectos. Fala-nos de um homem humilde, sem estudos, pescador de profissão, imensamente sabedor dos afectos, que chega aos 40 anos e sente o profundo apelo da paternidade. E a vida encarrega-se, felizmente, de o permitir encontrar um filho.
O aspecto que menos me agradou, foi o facto de, apesar de haver um fio condutor, a  história se apresentar desgarrada, fragmentada pelas diversas perspectivas e estórias de diversos personagens. E esta dispersão, senti-a como não permitindo um conhecimento mais aprofundado dos protagonistas, condição essencial para que o leitor possa criar laços, empatia ou outros sentimentos por aqueles que povoam a  história.

O que mais me agradou foi, sem dúvida, ser uma história habitada pelos afectos, tocando nos vários tipos de amor, no fundo naquilo que nos une enquanto seres humanos. Portanto, em alguns aspectos, não deixou de ser como que uma lição de vida, nomeadamente pela intensa, imensa e infinta generosidade existente no coração de Crisóstomo.

"Deve nutrir-se carinho por um sofrimento sobre o qual se soube construir a felicidade, repetiu muito seguro. Apenas isso. Nunca cultivar a dor, mas lembrá-la com respeito, por ter sido indutora de uma melhoria, por melhorar quem se é. Se assim for, não é necessário voltar atrás. A aprendizagem estraá feita e o caminho livre para que a dor não se repita. Estava a crescer. O pescador crescia para ser um homem tremendo." p. 213