Cheira a bolo quente

witanddelight:

hand drawn typography
(via LA CUCINA Reproduction From Original Illustration by anek on Etsy)
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A cozinha cá de casa é piccola, piccola, mas torna-se enorme quando o cheiro do bolo que está no forno invade o resto da casa...
E ontem foi isso que aconteceu!

Dear Santa...


Quem já escreveu a cartinha o Pai Natal?

Tirando o que peço para mim e para os meus (muitaaaa saúde, porque tudo o resto vem por acréscimo), e para o mundo (muitaaa Paz), a minha inclui livros, livros e mais livros!

Pronto, pronto, Pai Natal, pode ser só um livrinho, porque imagino que a troika também tenha chegado ao Pólo Norte!

Mas está tudo doido?!?

O simplex é fantástico!
Emissão do Cartão de Cidadão agendada ü
Dose dupla (eu e o pimpolho) despachados de uma vez só, sem filas, nem esperas ü

Até aqui tudo bem, agora o telefonema que recebi quando já ia a caminho da escolinha do piolho não lembra o Diabo!
- "D. Sunshine, desculpe incomodar, mas fala da conservatória do registo civil onde esteve."
- "Sim, diga, esqueci-me de alguma coisa?"
- "Será que a Sra. não levou inadvertidamente junto com os papéis que lhe dei, um envelope branco?"
- "Não, trouxe apenas as quatro folhas que me deu. Os dois comprovativos da emissão do cartão de cidadão e os dois recibos de pagamento!"
- "Sim, mas podia ter levado, por engano, um envelope que estava em cima da secretária..."
- "Não, trouxe apenas aquilo que a Sra. me deu e com deve imaginar não ia mexer, nem tão pouco trazer outros documentos."
- "Desculpe, D. Sunshine é que esse envelope tinha o dinheiro e não o encontro. E deixei-no na secretária enquanto fui tirar a fotocópia do seu bilhete de identidade..."
- "Esta situação é extremamente desagradável e já lhe disse que não trouxe nada que não me pertencesse!"
- "Muito bem, peço desculpa e obrigada..."

HELLOOOO!!!!! Só faltou a dita funcionária chamar-me de ladra com as letras todas ou é impressão minha?!?!?!? Agora é assim que os serviços públicos tratam os cidadãos cumpridores?? Mas por quem me tomam???

Pior que estragada, dei meia volta e regressei ao dito serviço para esclarecer o assunto! Mal avistei a funcionária perguntei-lhe se já tinha encontrado o envelope e SIM, tinha encontrado! Pediu desculpa pela situação, mas lá diz o ditado e eu também: "Quem não se sente, não é filho de boa gente".
Só foi "pena" a senhora não me contactado de imediato assim que encontrou o raio do envelope, com a mesma pressa que teve para lançar suspeições sobre a minha pessoa!!! Segundo o que me disse, ia finalizar o atendimento que estava a fazer, para depois então me contactar.

Sugestão minha: Se já não sabe onde coloca as coisas, das duas uma: mude de óculos ou faça rapidamente um despiste da doença de Alzheimer!!! 

E não, não fiz reclamação por escrito... Mas devia ter feito!

Teaser Tuesdays #7


O Teaser Tuesdays é uma rubrica semanal organizada pelo blog Should Be Reading.

As regras são:
  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página ao acaso
  • Partilhar duas frases dessa página. Atenção para não incluir Spoilers!
  • Partilhar o título e o autor do livro, para que os outros participantes o possam adicionar às suas listas TBR (To Be Read). 

As múltiplas tarefas em mãos não têm permitido grandes avanços nesta leitura
Para para vos aguçar o apetite, o Teaser Tuesdays desta semana é:


"Era belo e agradável andar assim pelo mundo, tão inocente, tão desperto, tão aberto ao que nos rodeia, tão sem desconfianças. O sol queimava a pele de modo diferente, as sombras da floresta refrescavam de forma diferente, o regato e a cisterna, a abóbora e a banana tinham um sabor diferente."


p. 54, Siddhartha, de Hermann Hesse

Somewhere over the rainbow


Durante a viagem de carro de regresso a casa, após as fantásticas mini-férias, o pimpolho brincava com um carro, sobre o qual se abatia uma chuvada. Conversando com os seus próprios botões, dizia que não podia estar a chover com o sol que nos brindava lá fora.
Expliquei-lhe que sim, que não só era possível, como ainda que esses dois factores conjugados nos podiam proporcionar o lindo fenómeno que é o Arco-Iris.
E quando lhe contei que onde termina o arco-iris está um pote de ouro escondido por um duende, as dúvidas começaram a fervilhar naquela cabecinha de 5 anos.
Fez-me prometer que, na próxima aparição do arco-iris, sairiamos de imediato em busca do dito pote, concluindo o tema com: "Oh mãe, isso é um tipo de geocaching, não é?"

Este blogue vai de férias!




Serão 5 dias de ausência para carregar baterias e estar em família a 100%!

Beijooss ;)

Move on


Apercebo-me que, em meu redor, existem pessoas muito amarguradas. Magoadas pela vida, pelos acontecimentos, pelas pessoas. Que parecem ter já deixado de acreditar que é possível ser feliz, colocando os pressupostos da felicidade nos outros e não dentro de si próprios.
Entristece-me ver isto. Perceber que os próprios colocam em si amarras e não se permitem sequer acreditar que é possível ser feliz.
Todos nós, sem excepção, já teremos passado por coisas más, já teremos sentido que a vida não tem sido justa, já teremos experimentado na pele as desilusões por que algumas pessoas nos fazem passar.
 
Mas então o que nos faz continuar?
O que nos pode fazer continuar a viver em detrimento de meramente sobreviver?
 
Para mim, é acalentar a esperança e a fé no ser humano. Ter plena consciência de que existem pessoas mal intencionadas, mas muitas mais que agem de boa fé, são solidárias, tem valores sociais e morais sólidos, são íntegras. E eu acredito mesmo que isto é verdade. Se assim não fosse, muitas coisas na minha vida não fariam sentido.
 
Agora, sem dúvida que, se tivemos as nossas mãos cheias de coisas más, temos primeiro de nos desfazer delas, para podermos agarrar em coisas boas.   

A Dangerous Method


Como já tinha referido aqui, a vontade de ver este filme era imensa.
E a expectativa elevadíssima pelo tema, trazia consigo alguma possibilidade de decepção.

Entretanto, o acaso e a sorte fizeram com que ontem fossemos em bando (6) assistir à Antestreia.
E eu, que me tinha deitado às duas da manhã desse dia e ainda tinha um compromisso de formação às 23.30h, pensei que talvez não me fosse aguentar durante a sessão de cinema. Ainda bem que me enganei...

Em traços largos, o filme retrata a relação entre Freud e Jung, os precursores da Psicanálise, a aproximação e afastamento entre mentor e aprendiz. E, ao contrário daquilo que imaginei, os holofotes estão virados para Jung, o que me surpreendeu bastante pela positiva.
  
O filme superou as minhas expectativas em quase todos os aspectos.
O encanto dos filmes de época, as imagens belíssimas da Suiça e da Áustria, uma banda sonora suave e eficaz no acompanhamento da imagem, contrapondo com alguma crueza nos conteúdos associados à teoria psicossexual do desenvolvimento da personalidade, à ética e deontologia, e até à própria condição humana dos psicoterapeutas, suas fragilidades e incongruências.
Fascinou-me ver o consultório de Freud, observar o setting psicoterapêutico, ver os primórdios da "talking cure", da associação livre, da interpretação dos sonhos.

O desempenho dos actores é marcante, o filme é visualmente e auditivamente bonito, o conteúdo extremamente interessante. Adorei!

"Sometimes you have to do something unforgivable just to be able to go on living"