Devia ter cerca de 9 anos.
Fomos de viagem a Vilar de Perdizes,Trás-os-Montes.
No local onde faziamos as refeições estava, algures, um caixote com uma ninhada de gatinhos recém-nascidos.
Durante as refeições, ausentava-me discretamente para levar comida aos bebés e respectiva mamã.
Pelo menos, duas vezes por dia, durante o tempo que lá estivemos, esta visita era mais importante do que tudo o resto.
E, depois de bem convencidos, no carro regressou connosco uma passageira especial, a minha primeira gatinha.
E foi assim que fiquei conhecida pela menina dos gatos numa aldeia transmontana perdida no tempo da minha infância.
E, desde então, o meu amor pelos gatos nunca desvaneceu.