O vídeo está fabuloso! Parece o trailer de um filme!
Quase, quase a reiniciar...
Saudação ao sol
Que saudades tenho de fazer ioga e pilates... Saudades de me sentir em boa forma física, sem me cansar logo no primeiro lance de escadas a subir.
Nos últimos anos, a minha prática de exercício físico tem sido tudo menos regular. E todos os argumentos para praticar quase nada, não passam de desculpas esfarrapadas. É apenas uma questão de mentalização, de motivação, de querer interior. Com uma boa gestão do tempo (o meu handicap), tudo é possível fazer e encaixar no horário de uma mãe/profissional/estudante!
E depois é só esperar os benefícios que, em regra, nem demoram muito a chegar: melhoria da capacidade respiratória, melhoria da postura corporal, tonificação muscular, bem-estar, etc., etc., etc...
Portanto, nos próximos seis meses pretendo praticar estas modalidades duas a três por semana. E os bons hábitos são para cultivar.
Já se estava mesmo a ver...
Sintomas:
Dores de cabeça
Dores de costas
Dores nas articulações
Pieira
Tosse
Resultado:
Dia inteiro de cama
Reforço na medicação da asma (aka mais cortisona)
Já se estava mesmo a ver no que iam dar duas semanas praticamente non-stop.
Assim, paro e paro mesmo!
Dores de cabeça
Dores de costas
Dores nas articulações
Pieira
Tosse
Resultado:
Dia inteiro de cama
Reforço na medicação da asma (aka mais cortisona)
Já se estava mesmo a ver no que iam dar duas semanas praticamente non-stop.
Assim, paro e paro mesmo!
Ai, que eu [não] gostava...
Nas minhas incursões pela blogosfera, tenho visto alguns blogues que falam acerca de organização da casa e fico... boquiaberta!!! As autoras são de uma organização exímia e, ao que parece, são imensamente ajudadas por um sem número de listas para tudo e mais alguma coisa. Elas são as listas de compras, do menu semanal, das contas para pagar, do inventário da despensa, do inventário do congelador, com quantidades, datas de validade etudoetudo...
Ora, isto é realmente muito bonito, mas deve dar uma trabalheira que se farta... e, pergunto eu: "Em que lugar fica a espontaneidade?" Como aqueles dias em que nos esquecemos de pôr alguma coisa a descongelar para o jantar e acabamos por comer uma pratada de cereais (salvaguardando o piqueno, claro!) ou quiçá vamos até jantar fora (e que bem que sabe...). E aqueles dias em que nos vêm cortar a electricidade, porque o marido se esqueceu de pagar a conta! Isto é que dá sal à vida!
A meu ver, tudo o que é extremo (por excesso ou por defeito), não é bom. Há que ter conta, peso e medida. Claro que é importante ter algum controlo da situação, mas... qb. E com isto não estou a criticar as ditas autoras, muito pelo contrário, até lhes tiro o chapéu pela paciência. Só espero que esta obsessão com a casa nunca baixe em mim!
O elefante acorrentado
Que o poder das palavras é imenso, já todos sabemos.
Mas muitas vezes não temos noção do impacto e do efeito que uma mera palavra pode ter no outro.
Jorge Bucay sabe... E sabe que as metáforas podem ajudar a compreender comportamentos que temos cristalizados na nossa vida, que nos dão a possibilidade de relativizar as situações que nos magoam e que nos podem ensinar que é possível melhorar, mudar, evoluir.
Jorge Bucay é um psicoterapeuta argentino. Escreve livros maravilhosos, daqueles que dão colo quando a alma está carente. A linguagem é simples, de forma a que todos se possam rever de alguma maneira em cada frase e em cada conto.
Deixo aqui um agradecimento especial ao F. que me apresentou a esta escrita maravilhosa.
No doce "Deixa-me que te conte - Os contos que me ensinaram a viver", há uma metáfora que eu gosto particularmente e que partilho agora convosco.
O elefante acorrentado
— Não consigo — disse-lhe. — Não consigo!
— Tens a certeza? — perguntou-me ele.
— Tenho! O que eu mais gostava era de conseguir sentar-me à frente dela e dizer-lhe o que sinto… Mas sei que não sou capaz.
O gordo sentou-se de pernas cruzadas à Buda, naqueles horríveis cadeirões azuis do seu consultório. Sorriu, fitou-me olhos nos olhos e, baixando a voz como fazia sempre que queria que o escutassem com atenção, disse-me:
— Deixa-me que te conte…
E sem esperar pela minha aprovação, o Jorge começou a contar.
Quando eu era pequeno, adorava o circo e aquilo de que mais gostava eram os animais. Cativava-me especialmente o elefante que, como vim a saber mais tarde, era também o animal preferido dos outros miúdos. Durante o espectáculo, a enorme criatura dava mostras de ter um peso, tamanho e força descomunais… Mas, depois da sua actuação e pouco antes de voltar para os bastidores, o elefante ficava sempre atado a uma pequena estaca cravada no solo, com uma corrente a agrilhoar-lhe uma das suas patas.
No entanto, a estaca não passava de um minúsculo pedaço de madeira enterrado uns centímetros no solo. E, embora a corrente fosse grossa e pesada, parecia-me óbvio que um animal capaz de arrancar uma árvore pela raiz, com toda a sua força, facilmente se conseguiria libertar da estaca e fugir.
O mistério continua a parecer-me evidente.
O que é que o prende, então?
Porque é que não foge?
Quando eu tinha cinco ou seis anos, ainda acreditava na sabedoria dos mais velhos. Um dia, decidi questionar um professor, um padre e um tio sobre o mistério do elefante. Um deles explicou-me que o elefante não fugia porque era amestrado.
Fiz, então, a pergunta óbvia:
— Se é amestrado, porque é que o acorrentam?
Não me lembro de ter recebido uma resposta coerente. Com o passar do tempo, esqueci o mistério do elefante e da estaca e só o recordava quando me cruzava com outras pessoas que também já tinham feito essa pergunta.
Há uns anos, descobri que, felizmente para mim, alguém fora tão inteligente e sábio que encontrara a resposta:
O elefante do circo não foge porque esteve atado a uma estaca desde que era muito, muito pequeno.
Fechei os olhos e imaginei o indefeso elefante recém-nascido preso à estaca. Tenho a certeza de que naquela altura o elefantezinho puxou, esperneou e suou para se tentar libertar. E, apesar dos seus esforços, não conseguiu, porque aquela estaca era demasiado forte para ele.
Imaginei-o a adormecer, cansado, e a tentar novamente no dia seguinte, e no outro, e no outro… Até que, um dia, um dia terrível para a sua história, o animal aceitou a sua impotência e resignou-se com o seu destino.
Esse elefante enorme e poderoso, que vemos no circo, não foge porque, coitado, pensa que não é capaz de o fazer.
Tem gravada na memória a impotência que sentiu pouco depois de nascer.
E o pior é que nunca mais tornou a questionar seriamente essa recordação.
Jamais, jamais tentou pôr novamente à prova a sua força…
— E é assim a vida, Damião. Todos somos um pouco como o elefante do circo: seguimos pela vida fora atados a centenas de estacas que nos coarctam a liberdade.
Vivemos a pensar que «não somos capazes» de fazer montes de coisas, simplesmente porque uma vez, há muito tempo, quando éramos pequenos, tentámos e não conseguimos.
Fizemos, então, o mesmo que o elefante e gravámos na nossa memória esta mensagem: «Não consigo, não consigo e nunca hei-de conseguir.»
Crescemos com esta mensagem que impusemos a nós mesmos e, por isso, nunca mais tentámos libertar-nos da estaca.
Quando, por vezes, sentimos as grilhetas e as abanamos, olhamos de relance para a estaca e pensamos:
Não consigo e nunca hei-de conseguir.
O Jorge fez uma longa pausa. Depois, aproximou-se, sentou-se no chão à minha frente e prosseguiu:
— É isto que se passa contigo, Damião. Vives condicionado pela lembrança de um Damião que já não existe, que não foi capaz.
»A única maneira de saberes se és capaz é tentando novamente, de corpo e alma… e com toda a força do teu coração!«
Sinopse:
Damião é um rapaz curioso e inquieto, que deseja saber mais acerca de si mesmo. Esta busca leva-o a conhecer Jorge, "o gordo", um psicanalista muito invulgar que o ajuda a enfrentar a vida e a encontrar as respostas que procura através de um método muito pessoal: em cada sessão, conta-lhe um conto. São contos clássicos, modernos ou populares, reinventados pelo psicanalista para ajudar o seu jovem amigo a esclarecer as suas dúvidas. Na tradição de O Mundo de Sofia e O Bom Rebelde, Deixa-me que Te Conte apresenta histórias que nos podem ajudar a todos a compreender-nos melhor a nós próprios, a ponderar as nossas relações e a ver os nossos temores com outros olhos.
Um livro tão comovente como divertido, tão inteligente como compassivo, e imensamente inspirador, que tornou Jorge Bucay conhecido em todo o mundo.
Um livro tão comovente como divertido, tão inteligente como compassivo, e imensamente inspirador, que tornou Jorge Bucay conhecido em todo o mundo.
Ontem, foi noite de ...
Adoro a voz e a presença da Marisa Liz. Nada que seja recente, é certo, pois já acontecia com os Donna Maria (Quase perfeito, Há amores assim) e agora perpetua-se com os "Amor Electro".
Mas considero que, por mais que se goste das músicas, se saibam as letras de trás para a frente e se veja os video clip's 500 mil vezes, o tira-teima em relação a qualquer banda [do qual eu não necessitava em relação aos Amor Electro, confesso...] são os concertos ao vivo. Pela dinâmica da interacção com o público e pela entrega em palco, conseguimos apreender por completo a essência e a autenticidade do artista e ficar a gostar ainda mais... ou menos!
Ontem, tivemos esse privilégio! E, conforme já se esperava, pudemos comprovar tudo aquilo que já achávamos e ficar a apreciar ainda mais os Amor Electro, mas principalmente a querida Marisa.
A nossa cereja no topo do bolo aconteceu depois do concerto... De uma forma absolutamente carinhosa, dedicada e incansável, a Marisa deu autógrafos, deu beijinhos, deu abraços, humilde e genuinamente agradeceu todos os elogios que lhe foram tecidos. E ainda tirou fotos com os fãs, o que, em alguns casos [o nosso, pois com certeza...], não foi tarefa fácil. Como a primeira foto ficou tudo menos apresentável, tal era a minha ansiedade em estar assim perante uma Diva, pedi uma segunda oportunidade, que foi recebida com um sorriso rasgado e disponível. E fiquei assim com uma foto maravilhosa e digna da ocasião!
Não é para quem quer... é para quem pode!!!
Obrigada, Marisa!
Mas considero que, por mais que se goste das músicas, se saibam as letras de trás para a frente e se veja os video clip's 500 mil vezes, o tira-teima em relação a qualquer banda [do qual eu não necessitava em relação aos Amor Electro, confesso...] são os concertos ao vivo. Pela dinâmica da interacção com o público e pela entrega em palco, conseguimos apreender por completo a essência e a autenticidade do artista e ficar a gostar ainda mais... ou menos!
Ontem, tivemos esse privilégio! E, conforme já se esperava, pudemos comprovar tudo aquilo que já achávamos e ficar a apreciar ainda mais os Amor Electro, mas principalmente a querida Marisa.
A nossa cereja no topo do bolo aconteceu depois do concerto... De uma forma absolutamente carinhosa, dedicada e incansável, a Marisa deu autógrafos, deu beijinhos, deu abraços, humilde e genuinamente agradeceu todos os elogios que lhe foram tecidos. E ainda tirou fotos com os fãs, o que, em alguns casos [o nosso, pois com certeza...], não foi tarefa fácil. Como a primeira foto ficou tudo menos apresentável, tal era a minha ansiedade em estar assim perante uma Diva, pedi uma segunda oportunidade, que foi recebida com um sorriso rasgado e disponível. E fiquei assim com uma foto maravilhosa e digna da ocasião!
Não é para quem quer... é para quem pode!!!
Obrigada, Marisa!
Opinião - A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón
Sinopse
Numa manhã de 1945 um rapaz é conduzido pelo pai a um lugar misterioso, oculto no coração da cidade velha: o Cemitério dos Livros Esquecidos. Aí, Daniel Sempere encontra um livro maldito que muda o rumo da sua vida e o arrasta para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma obscura de Barcelona.
Juntando as técnicas do relato de intriga e suspense, o romance histórico e a comédia de costumes, "A Sombra do Vento" é sobretudo uma trágica história de amor cujo o eco se projecta através do tempo. Com uma grande força narrativa, o autor entrelaça tramas e enigmas ao modo de bonecas russas num inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, numa intriga que se mantém até à última página.
Juntando as técnicas do relato de intriga e suspense, o romance histórico e a comédia de costumes, "A Sombra do Vento" é sobretudo uma trágica história de amor cujo o eco se projecta através do tempo. Com uma grande força narrativa, o autor entrelaça tramas e enigmas ao modo de bonecas russas num inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, numa intriga que se mantém até à última página.
Há livros que nos enfeitiçam. É precisamente o caso deste!
"A Sombra do Vento" não foi, de início, uma leitura fácil... talvez o momento em que o começei a ler não fosse o mais adequado para a disponibilidade que o enredo justifica, mas o que é facto é que, à medida que a história se foi desenvolvendo, cativou-me por completo.
A narrativa é densa e enreda-nos. As descrições da magnífica cidade de Barcelona e a caracterização das personagens permite-nos visualizar na perfeição o desenrolar dos acontecimentos e habilmente constrói uma teia em redor do leitor da qual é díficil sair.
É um livro que nos fala acerca da magia da leitura, da paixão, da amizade, do amor, da compaixão, mas também de aspectos mais obscuros, como a solidão, o ódio e a sede de vingança.
Numa Barcelona do pós II Guerra Mundial, um jovem, sem o saber, (re)vive uma história muito semelhante à de um escritor de um livro chamado... A Sombra do Vento!, o qual ele jurou guardar para sempre.
Como diz uma das personagens, Bea, os livros são como um espelho, pois só retiramos deles aquilo que já temos cá dentro...
Mesmo antes de terminar de o ler, já sentia a nostalgia de ver esta estória chegar ao fim, já sentia saudades de saber mais dos personagens, do Daniel, do Julian, do Fermin, três personagens tão ricas, tão densas, tão especiais.
5 estrelas!
Não está fácil...
Há dias assim... em que a boa disposição e o optimismo habituais se esfumam e se é invadido por sentimentos de frustação, desânimo, enfim... neura.
Não que haja algum motivo em especial, porque não o há [hummm, só se for a TPM...], mas não dá para controlar a ponto de dar a volta...
Nestes momentos, preciso de me isolar, reencontrar-me comigo, apreciar o silêncio, contactar com a natureza, para restaurar o equilíbrio... porque, na verdade, só posso agradecer por tudo aquilo que a vida me tem dado!
Foi o que fiz na hora de almoço, peguei em mim, no meu livro e no almoço e estive num jardim encantado a retemperar as energias... Ajudou!
Dúvida #3
Serei a única a achar completamente medonha a nova campanha publicitária da MAC??
Ou então não tenho sentido de humor...
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