Não está fácil...

Há dias assim... em que a boa disposição e o optimismo habituais se esfumam e se é invadido por sentimentos de frustação, desânimo, enfim... neura.
Não que haja algum motivo em especial, porque não o há [hummm, só se for a TPM...], mas não dá para controlar a ponto de dar a volta...
Nestes momentos, preciso de me isolar, reencontrar-me comigo, apreciar o silêncio, contactar com a natureza, para restaurar o equilíbrio... porque, na verdade, só posso agradecer por tudo aquilo que a vida me tem dado!
Foi o que fiz na hora de almoço, peguei em mim, no meu livro e no almoço e estive num jardim encantado a retemperar as energias... Ajudou!



Dúvida #3

Serei a única a achar completamente medonha a nova campanha publicitária da MAC??


Ou então não tenho sentido de humor...

Chamem-me lamechas...

... mas esta menina tem o condão de me deixar [quase] sempre à beira das lágrimas... os seus textos são ternos (e bem escritos) e transparecem sempre o amor e a doçura que lhe correm nas veias. Por isso, tocam nas minhas emoções enquanto mulher, enquanto mãe, enquanto amiga... Revejo-me tanto nesta escrita... é quase como apanhar sol por dentro!

PS - Parabéns, Martim.

Bem vindo, Verão!

Depois deste malandreco nos ter andado a trocar as voltas, parece que agora veio para ficar!!

Vai um geladinho saudável?
[sim, porque não anda uma pessoa a fazer dieta desde Maio para agora se desgraçar com os magnum's e cornetto's do demo...]



Opinião - O Ano do Nevoeiro, de Michelle Richmond


Lido em Barcelona | Agosto de 2010

Sinopse:

Uma mulher e uma criança passeiam na praia, numa fria manhã de Verão. O nevoeiro é tão denso que a visibilidade não ultrapassa alguns metros. A criança, irrequieta, solta-se por momentos da mão da mulher e não volta a ser vista. Fazem-se repetidas buscas, mas decorrem dias, semanas, meses e não se encontra rasto da menina desaparecida. Uma história pungente, escrita da perspectiva de uma mulher que, por uma desatenção de segundos, se torna responsável pelo desaparecimento da filha do homem que ama.

Numa manhã fria de Verão, em São Francisco, Abby e Emma passeiam na praia. O denso nevoeiro que se faz sentir tolda a visão e numa fracção de segundos Emma, uma menina de seis anos, larga a mão de Abby e desaparece. É este o ponto de partida de uma história pautada pela incessante busca daquela criança, filha do namorado de Abby, e no impacto que este acontecimento terá nas suas vidas.
Este livro prende-nos desde as primeiras linhas. Conta-nos, pela voz de Abby, como um acontecimento pode marcar e mudar a nossa vida (e de quem nos rodeia) para sempre, pois a partir de então nada voltará a ser como era.
Põe a descoberto, como um murro no estômago, a (sobre)vivência de famílias cujo mundo desabou com o desaparecimento de uma criança. É como que se, de repente, o tempo do relógio parasse e nada mais existisse à volta. Os compromissos são postos de lado, os problemas são relativizados e reduzidos a pó, pois a única coisa que interessa é saber o que aconteceu a Emma, onde está ela.
Nesta perseverante busca, Abby perscruta a pente fino a sua memória em busca de alguma imagem, um ínfimo detalhe que possa ajudar a desvendar o que aconteceu a Emma.
Cada linha retrata habilmente os sentimentos de culpa, a angústia da perda, da incerteza e da incessante e perseverante busca de Abby, uma vez que ela jamais se rende às evidências, mesmo quando todos os outros já desistiram, e não deixa de acreditar que pode encontrar a pequena Emma.
Um livro inquietante, que não nos deixa indiferentes a este tema.
Michelle Richmond tem uma notável capacidade de descrição, apresenta-nos personagens de uma intensa profundidade, sendo-nos impossível não sentir uma imensa empatia por elas, despertando-nos igualmente todas as outras emoções que vão sendo experienciadas.
Desconhecia esta autora, mas fiquei completamente rendida à sua escrita.
Excelente!


Escritório para 2

Cá em casa temos uma divisão que utilizamos como escritório.
Tem o mobiliário básico necessário: duas estantes (já atulhadas, diga-se…), uma secretária XL e respectiva cadeira... e ainda um aquário XXL com 2 tartarugas e uma bicicleta de manutenção (que, a maioria das vezes, serve de cabide!).
Infelizmente, está muito longe de ser daquelas divisões acolhedoras onde apetece trabalhar. Além de que só dá para trabalhar à vez e portanto o casal maravilha nunca consegue estar a trabalhar em duo! E como aqui a menina tem portátil, anda qual “sem-terra” a trabalhar na mesa da sala, no sofá, ou onde calhe…

Vai daí que, estou seriamente a considerar a hipótese de fazer um refresh àquela divisão para rentabilizar o espaço e torná-lo mais acolhedor. Estas fotos/ideias despertaram a decoradora que há em mim!  

  

BSO da minha vida #1

Já não me recordo onde ouvi, mas concordo plenamente com a ideia de que a nossa vida, tal como nos filmes, devia ter sempre uma banda sonora.

A minha tem! E esta faz parte!